Mudei os planos me acalmei, um pouco... eu quase enlouqueci, lembrei!? morri tantas vezes, tantos dias alguns meses, tantos anos, já nem sei. por mais que viessem lágrimas mantive o riso. (Sol)riso minha arma, uma resposta incerta sem certeza de qual foi a pergunta e hoje o reflexo grita em absoluto silêncio Absurdo Prima&vera Vida(r)a menino você é tão forte... jamais! eu respondo firme: nunca fui fortaleza só amor e correnteza dor e poesia. quebro o escudo retiro a armadura podem me ferir nem ligo aqui estou sempre preparado de peito nu braços abertos. Vida(r)a 1 minuto de silêncio... rezo a reza levanto a cabeça dou um sorriso. Podem atirar! #textoautoral #poetry #poet #poetrycommunity #constelaçãofamiliar #instapoetry
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Mostrando postagens de setembro, 2021
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O amor não nasce não vive e nem morre na cama cabe num sofá morre em uma tarde de quinta ou em uma manhã de domingo não morre? o amor não vinga nem na birra nem no pranto mesmo a poesia vez em quando é só desespero as vezes brisa e mar o amor pode até parecer uma agulha cravada entre as unhas quebradas que arranham os discos de vinil do meu pai. mas, meu bem, o amor não dói mas as vezes dói é uma rede entre a sombra das árvores no quintal é um luar estrelado entre as serras e as terras das três montanhas é qualquer coisa entre o singelo e o absurdo entre o tumulto e o aconchego um gramado, um jardim um pássaro que voa um peixe com as asas quebradas é que eu também não sei explicar mas sinto ou já senti grito silêncio onde mora o i n f i n i t o #textoautoral #poetry #instapoetry #poetrycommunity #poet #poetry
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É que vez em quando dói, sim, bastante então eu deságuo pra dentro dos dentes derramando a língua mais fundo, no peito transbordo escasso me caibo. é que vez em sempre insisto, sim, acredito então eu floresço pra f(l)ora dos olhos do mar mais alto, no ar flutuo. fruto cego e sem gosto como alimento. é que vez em quando desisto perseverando preservo dês(rezo) faço parte (des)parte mato a flor e morro pra f(l)ora Sem chão Flutuo. #textoautoral #poet #poetry #instapoetry #poetrycommunity
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Sempre dizem limpa essas lágrimas do rosto como se eu 'tivesse sujo' quando eu quisesse vazar dias a fio como uma cachoeira jorrando-me até desfigurar e dissolver o nó na garganta a nódoa, o nódulo deixar de ser apedranomeiocaminho pra ser correnteza. penso nisso a voz embarga os olhos se esquecem fixos sobre o relógio da torneira e o rosto contando cada gota de minhas águas. #textoautoral #poesiacontemporanea #poetry #instapoetry
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Em meu rosto o vasto imenso sobre o nada : córregos refletindo lua Escorrem, correm devagar sacrifícios em ondas vincos de rios vazios Decorrem... minha fronte move ruas expressa vias bifurca rumos exibo na face nua meu real registro : o rg das rugas #textoautoral #instapoetry #poetry #poesiacontemporanea
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É primavera, baby. agora like a rolling stone ou novembro a fora: em setembro... status de flora. copa e cabana, um cantinho, uma viola, sampa e canção, rio de setembro, pra ser rio de janeiro falta tempo. : serão a meia noite horta, jardim, pomar. é primavera, meu bem. ali, além. aloha! a sua rede, minha redoma, minha renda com sua barra, seu chope com meu shopping, sua ipanema e eu descalço [que as havaianas dançaram no último arrastão]. é hora de, a sós, amar à sombra. de grafitar poemas no quadro do luar [particular] de meu ser tão. a soma de meu com yes. Me myself and I, trançar de línguas e idiomas. com fusão. [fly me to the moon] in the sun... novembro ou não. — toldos verão —, o rio é de janeiro, mas também é rio de setembro, agosto, rio de novembro. há mais calor, é feito estufa efeito e defeito feito estava. é minha praia. minha onda é uma noite mais sinatra. [Let me see what spring is like on Jupiter and Mars] vem! novembro até que é fresco. é efeito flor. A...
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O piano foi vendido com duas teclas manchadas costelas vertiginosas cordas dissonantes harmonia desesperada a preço de ocasião levou as tardes do conservatório [varandas de azulejos folhagens bem-te-vis] o primeiro o segundo o último concerto o rock horror dos vizinhos a cadência daquela lua azul tchaikovsky chopin bach beatles e pixinguinha while my soul gently weeps levou suas fusas e semifusas desatinos e desafinos seu peso sua pose levou as minhas mãos lavou-me o corpo e derreteu. #textoautoral #poetry #instapoetry #poesiacontemporanea
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30 aug and live let die não é um problema é uma solução, and live let die, escolha algo que te faça abraçar o corte mais afiado da faca, escolha o que te da medo, aceite o desafio, como disse Bukowisk "Jogue os dados" o quarto pequeno La Casa de Papel, o sono que veio e não veio, preciso de algo para passar nos cabelos de manhã, pega a mudinha de guaco abaixo do que estava a cima, o banho, and live let die, estou com gripe, o corte pequeno, incisão nada cirúrgica, o lanche a falta do que dizer, and live let die, as fotos na avenida se perdem, os carros passam, o canteiro central onde as esmolas são pedidas feitos solicitação de socorro, e ninguém vê, and live let die, Jonh, Axl, Paul, não teve uma música, o que eu diria hoje, and live let die? O que eu escreveria se hoje fosse ontem? Quem eu diria que seria? Pra que perguntas? O que devo guardar? O que devo ser se só posso ser quem sou? Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão, é Gessinger, and live let die, é L...
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O corpo se expande na desmedida calculada de um albatroz silenciando asas nas águas do abismo. Luares com implantes de porcelana nos dentes brincam com pequenos pedaços de nuvens. Montanhas de gelo fazem do sol refém em seu tórax envidraçado. Ele alumia e trinca os ossos descendo escadas caracóis. O porão do paraíso faz do quimérico desenfreado Síndrome de Estocolmo. Pâncreas explodindo nos ávidos triglicerídeos. Vícios se extinguindo nas boias dos bombeiros e pesadelos de maremotos lambendo o inconsciente. Alguns dias são desperdício de vida. A câmera endoscópica é a longa raiz da gérbera adentrando o estômago. Flores análogas aos lábios contam horas, róseos, úmidos, brilhantes. Jardins gástricos. Carmem Miranda no dulcíssimo sono atemporal do benzodiazepínico. O anjo devora um roxo buquê de H. pylori e enterra-se no cemitério com árvores de grandes sombras. Muda enxertada em vasos de terras adubadas no mundo que desacolhe a beleza das Tacca chantrieri. Lugares que meus tecidos e pele...