Nem sempre, meu amor, esteja dentro, não precisa exatamente.
As vezes só saliva e língua
Antes, saiba fazê-lo entre tantos
Que mesmo em fase de algum lamento
Chova pra fora
Estremeça o corpo vibrando
Ter nos vãos em movimento
E nesse calor lambuzar, friccionar
E rir sem juizo, desejar num canto
dentro e fora
do delírio que molha mais que a prosa
Assim, em cada vez que procurar
Quem sabe com sorte, ainda salive
Quem sabe adormeça...
E que antes
não seja só rápido, egoísta
Fale mais de uma língua
São vários os lábios
e que seja in(e)terno enquanto duro(e).
Comentários
Postar um comentário