Nem antialérgico hipnótico benzodiazepínico álcool opioide anestésico Paulada nos miolos queda do sexto andar atropelamento Nada tira a vigília destes olhos escancarados sobre o mundo Sobre a cama grande e repleta de tua ausência barulhenta Que não me deixa dormir

 

Nada fecha meus olhos pesados

Cansados

Presos no tempo e distância que já calculo há não sei quanto

 

Cante. Alguém cante uma canção bonita para eu dormir. Uma melodia que me transporte. Daqui para mais adiante. De agora para mais um pouco à frente.

Aqui dentro tudo tamborila e não me deixa fechar os olhos, longe que estão meu pensamento e minha alma.

 

Sorte a minha: aqui dentro toda memória é uma festa. Teu corpo, minha casa e descanso.

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