É tão rara quanto o esquecimento cortante que reascende a fogueira dentro da boca ascendendo os lábios cortados do frio.
No mar que nos esqueci te vejo voltar num barquinho pequenino a vela, eu tô lá, sopro pra fazer um ventinho mais forte pra ver se chega mais rápido.
Não há como medir o descabimento que me anima e, as expectativas, jogo na privada e dou descarga.
Até ai tudo bem!
Há um tempo atrás ela disse:
-Caguei, caguei pra você!
Ok baby! Amours de lá montu.
Sonhei que estava em Madri beijando uma espanhola, mas tu é mais francesinha que as próprias de Paris.
Há horas não sonho, acordei cedo, estava escuro ainda e eu deitei no chão da sala e pensei, tão gelado quanto este inverno quente do seu coração.
Acordei novamente, que azar... Não tinha coca-cola e nem uma valsinha pra dançar contigo, perdi minha chave e fui embora, fiquei sozinho, pulei o muro, quebrei um pé na escadaria.
Ela me falou:
-Tive um devaneio e, blá blá bla.
Sei lá porquê, vai lá, vem e vai.
Meus devaneios se eu te falar...
Só queria ve-la dormindo, acho que é isso.
Minha mamis falou:
-Esquece!
Lembrei mas já me esqueci.
Toc, dda, sei lá, ansiedade crônica, cronograma tem relógio que desperta, mas tem uns que só as horas mostram, em escalas monocromáticas sem sílabas ou palmatórias.
Fiquei sem entender...
Prefiro quebrar o tempo, o gelo, o sol, o céu, o celular, vi lá que vc curte aquela banda que toca umas músicas que eu não sei tocar.
Um dia me disseram... Deixa pra lá!
Tem piada que não vira contar.
Só queria mesmo era quebrar mais uma garrafa de vinho as sete da manhã de uma segunda-feira.
Transações oblíquas de pensamentos, inércias, até fiz um calendário pra chamar de meu.
Domingo vou pro mato, acordar as 3:30hs da manha todo dia não é fácil.
Dizem que quando isso acontece é porque tem alguém pensando na gente, mas acredito que acordo assim porquê sou eu aqui acordando igual tonto pensando nela enquanto ela tranquilamente dorme.
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