Quando tudo isso passar, olharemos um para o outro como quem sabe que o perdão nos abraçou. Você vai sorrir, enquanto passa margarina no pão, porque vai sentir que amou com todas as suas forças, assim como eu, cada um como podia, talvez podíamos ter feito melhor, talvez não fosse a hora, quem sabe.  Eu vou sorrir, enquanto compro broa de milho no supermercado, ou um picolé de milho do sorveteiro que passou na rua. Você respirou o meu corpo assim como respirei o seu.

Isso não tem nada a ver com morte ou finidades. É só que existem outras coisas e finalmente entendemos que não é sobre o quanto durou, mas o que de bom se carrega pro dia seguinte, pra vida.


E eu vou carregar o sol, a lua, seu sorriso e o brilho do seu olhar.

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