Eu respirei todo ar que consegui respirar até que virei vento, estava andando e contando palavras, uma a uma, algumas que eu não sei escrever,
são sobre uma história que não sei esquecer, nem quero, nem vou.
Se eu soubesse o valor das coisas simples, da mesma maneira que poucos sabem, eu seria mais feliz, você sabe eu sei.
Se eu soubesse dar valor as coisas simples antes delas se complicarem.
Se eu tivesse os seus olhos eu não esqueceria de olhar pra coisas sem preço no tempo certo, no curto espaço que se faz necessário, no tempo que se fez leve, no tempo que chega, que vai e voa, volta e fica.
Contei uma história pro meu gatinho pela manha ele sorriu, como vou dizer a ele que não sou tão legal quando ele para e fica me olhando, deita no meu colo, como vou contar pras músicas que eu faço, que eu não sou legal.
Você, eu não sei sobre o que eu gostaria muito bem te dizer, são tantas coisas, eu preciso dizer, olhando no olho, sabe?
Tudo que sei hoje é andar devagar, coloco um sapato confortável e ando, bem devagar, não da pra correr o risco de andar mais rápido e tropeçar, talvez pense assim também, ou nem pense, sei lá, não sei, vai saber.
Sei lá...
Você sempre dizia, sei lá!
Sempre dizia sei lá...
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