Um ponto entre a mobilidade e o silêncio em toda carne, nem só carne. Sei que o absoluto é um deus que me escuta e enxerga. O que me repele em saltos ao desconhecido?


Além do que sinto, só o que sinto, sinto mesmo, puro, não sabia o quão puro, porque sei hoje?


Vem saber...


Sei também das noites em que repousava lentamente, e apertava com força descomunal, uma mão na outra. Movimento encarnado, encontro do que foi, é. A existência reconciliada. Perpétua possibilidade.  Estender-se, ser-se, ter me, te ter, nos ter, sem precisar prender, ordenar, somente ser, ser-se.


 Invita-me palavras desusadas — amiúde, derna muito — como um lugar criado na linguagem, um lugar metafísico em que possa caminhar sem que seja passageira, como tudo. Sabe que é, aqui mar, oceano, não acaba, como posso ter certeza? Tenho, só tenho...


Vem saber...


Exatamente livre. Ecos epifânicos, partícipe de sua Bondade e o indelével, o inefável.


Sinto. O silêncio que flui sobre nós, como o mormaço sobre o oásis, o orvalho sobre a terra. Como coisa profética, como toda calma para o transe, saliva sobre amor.


Sei o que busco, em vigília, com tudo — imerso de agoras e o tempo-quando. Sei que o absoluto é um caminho, e que sou a sua morada.


Como sei? Sabendo, com a mesma certeza do pássaro que voa sem saber porque sabe voar, como ter certeza? Tendo!


Quer saber?


Vem saber...


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